POESIA NA SALA DE AULA - PROFE JU

Trabalhos desenvolvidos nas aulas de Português com turmas de Ensino Fundamental de algumas escolas da Rede Municipal de Ensino de Caxias do Sul - RS, (umas que já passei e as que estou trabalhando atualmente);Textos relacionados à educação...

POESIA NA SALA DE AULA - PROFE JU

Trabalhos desenvolvidos nas aulas de Português com turmas de Ensino Fundamental de algumas escolas da Rede Municipal de Ensino de Caxias do Sul - RS, (umas que já passei e as que estou trabalhando atualmente);Textos relacionados à educação...
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Terra Blog

Arquivo de: Maio 2008

31.05.08

UM DIA NA MINHA VIDA DE PROFESSORA

                                 Um dia na minha vida de professora

                                               A Força da Poesia 


                   Acordo cedinho, seguindo aquela mesma rotina de todos os dias. Tomo meu chá, peço a Deus para abençoar meu dia, mando luz em pensamento a todos os meus afetos (e até a alguns desafetos) e saio para cumprir a missão de ensinar.                                                          
                 Aprendo tanto, observando o processo de aprender e ensinar que, às vezes, chego a ter a impressão de que ganho mais do que proporciono conhecimento, pois aprendo a conhecer a alma do ser humano. 
               Lá vai um desses momentos de aprendizagem, no qual pude fazer algumas constatações. 
              Júlio é um menino de aproximadamente treze anos de idade, nasceu e vive na periferia da cidade, está repetindo a série, tem poucos cadernos e nem sempre os traz consigo, pois o “me esqueci, professora” o acompanha diariamente. Nunca cumpre com suas obrigações escolares: não faz tarefas de casa, não participa das aulas, tem atitudes inadequadas com colegas. É tão inseguro que necessita chamar a atenção de todos, a todo momento, e para isso levanta e passeia pela sala de aula, ri alto, brinca e conversa sobre assuntos totalmente fora de contexto. Dessa forma, prejudica o andamento das aulas, a aprendizagem da turma e o clima do ambiente. Júlio é assim sempre, é desinteressado, desestimulado. 
             Neste mês, teremos aulas de Poesia. Vamos permitir que a Poesia invada nossos corações e passeie dentro de nós, como se fosse sangue pulsando em nossas veias. 
            Nosso grande tema é a Natureza, ainda bela, esperando por nossa ajuda. 
             Lemos, comentamos e analisamos poemas, apresentamos jograis, até que chegou o grande momento: vamos produzir! 
            “Eu não sei, professora”, diz um no fundo da sala. “Eu nunca fiz isso”, grita outro. “Acho que eu não vou conseguir”, fala baixinho aquela moreninha tímida e magricelinha, enquanto alguém arregala e esbugalha os olhos, tentando adivinhar se é capaz. 
           Júlio, até então, já foi repreendido mais de dez vezes: “senta direito”, “presta atenção”, “abre o caderno”, “concentre-se”...Desisto...Deixo-o de lado. 
          Todos, em silêncio, escrevem... 
          No quadro, palavras relacionadas ao tema brigam por espaço. Rimas se cruzam e entrecruzam. Tudo conspirando para ajudar a inspiração! 
         De vez em quando, um “ai, professora” fica no ar. 
         E eu...observo. 
         Dali a pouco percebo fisionomias transformando-se. Tensão virando alegria. 
        “Consegui, professora!”, “olha aqui o meu poema!”. 
         Tudo consumado! 
         Poema estruturado! 
         A Poesia tomando conta da aula, fluindo dos corações, aumentando a confiança e a auto-estima, trazendo a certeza de que é possível. 
        “Eu sou o autor, né, professora?” 
        -Agora, escrevam seus Poemas na folha branquinha! Podem desenhar, colorir, fazer colagens, tudo para enfeitar. Depois, é só prender no nosso “Varal de Poesia”. Parabéns, pessoal! Está ficando lindo! 
      -Taís, por gentileza, vá buscar o fio! 
       A Poesia é linda! 
       E Júlio, onde está, o que está fazendo? 
       Nisso, ele levanta com sua folha na mão. 
      -Está bom assim, professora? 
      -Júlio, está ótimo, parabéns! Pendure-o no Varal! 
      -Bá! Esqueci o prendedor, professora!


                                        Jussára C. Godinho - Profe Ju

25.05.08

Poema de Aluno - Minha Professora

Minha Professora

 

Minha Professora é...

Bonita e inteligente

sabe nos instruir

seu ensino é eficiente.

 

Às vezes se torna severa

com o aluno que mente

ela sabe o que faz

para torná-lo obediente.

 

Ela é como uma rosa

linda e perfumada

o seu nome é Jussára

sem ela não seria nada!

 

Tainara - 5ª série - Escola Municipal Fermino Ferronatto - em 2007.

Poemas de Alunos - Exemplos de Amor

 Exemplos de Amor

 

Eu tenho amor paterno

Mas tem mais tipos de Amor

eu tenho amor materno

A minha Profe é uma flor!

 

Um Amor familiar

É da minha tia Samara

Outro Amor é escolar

da minha Profe Jussára!

 

Arlei - 5ª Série - Escola Municipal Ruben Bento alves - 2006

 

Aprendi na sala de aula
rimar com alegria!
Agradeço a minha professora
por ter me ensinado
a gostar de Poesia
e por isso meu muito obrigado!

Na sala de aula fui incentivado
a criar Poesia com alegria
Profe Jussára, meu muito obrigado!


Anderson Reduzino Walter - 6ª série -
Escola Municipal Ruben Bento Alves - 2006


Dia do Professor
é o dia do amor
Jussára você é...
uma mudinha de flor!


Autor: Jeferson Pereira, 6 série
Escola Municipal Ruben Bento Alves - 2006



A Professora
a Professora Jussára
é uma rosa
é bonita, é muito carinhosa
é loira e muito charmosa!


Autora: Karina da Silveira Lentz, 6ª série
Escola Municipal Ruben Bento Alves - 2006

11.05.08

POESIA NA SALA DE AULA

Poesia na Sala de Aula

É como sair de uma jaula
É aprender com encantamento
Sair do convencional
Buscar conhecimento
Escrevendo ao natural
E descobrir pelas letras
Um amor incondicional

É libertar o sentimento
E muito alto voar...
É escrever com liberdade
E a identidade encontrar!

Jussára C Godinho - Ju Virginiana

PROPOSTA DE AULA

Poemas de autores como Vinicius de Moraes (vários são musicados), Roseana Murray, José Paulo Paes, Cecília Meireles, Mario Quintana, Millor Fernandes, Sérgio Caparelli, Elza Beatriz, entre muitos outros, podem ser lidos e trabalhados em aula.


Cada aluno lê um poema de cada autor e elege um colega para fazer um comentário, até que todos os poemas selecionados (a seleção pode ser feita na Biblioteca da escola) sejam lidos e comentados.


A produção de textos poéticos (pode-se começar com uma quadrinha) pode decorrer de algum tema que a turma tenha se identificado ou a critério do professor, conforme sua observação durante os comentários, ou cada aluno escolhe um tema, a partir dos poemas que foram lidos.


Depois de os poemas escritos, trabalha-se a forma: pode-se aleatoriamente solicitar um ou dois poemas e colocar no quadro ou numa lâmina, ou cartaz e organizá-los em versos, salientando as rimas, substituindo, acrescentando ou retirando palavras,enfim, chamando a atenção dos alunos para alguns aspectos importantes do texto poético.


Feito isso, solicita-se que todos "reescrevam" seus textos de acordo com essas informações dadas. Após, com o auxílio do dicionário, os textos são corrigidos pela turma (pode-se trocar os textos entre os alunos). 


Por último, os alunos passam os textos a limpo numa folha de ofício ou desenho, a qual pode ser decorada com desenhos, colagens (de acordo com o tema), etc. e os trabalhos são expostos em forma de "Varal de Poemas", ou "Mural", em local onde todos possam visitar e ler os poemas.


Essa é apenas uma possibilidade, a qual pode ser adaptada, conforme a realidade de cada sala de aula.

Profe Jussára